Neurologia e Neuromodulacão Cerebral: 

Neurologia – Neuromodulação Cerebral – Estimulação Magnética Transcranina

É no tratamento do cérebro que a medicina mais avançou na última década.  Doenças antes vistas como de ordem primariamente emocionais, psicológicas ou mentais como dor crônica, fibromialgia e depressão, são na verdade doenças com envolvimento neurológico primário por envolverem uma disfunção primária cerebral inclusive podendo ter perda neuronal.

Estatísticas mostram que  doenças  que envolvem o cérebro como acidente vascular cerebral, dor crônica e depressão são as principais causas de incapacidade funcional do indivíduo em sua idade mais produtiva e que as doenças neurodegenerativas como doença de Parkinson e Alzheimer serão a segunda causa de morte em idosos por volta de 2040, inclusive com estimativas de ultrapassar a mortalidade por câncer.

Estudos apontam que o conhecimento médico científico dobra a cada 2 anos, o que leva a necessidade de atualização frequente para tratamento destas doenças, levando em consideração que várias doenças que afetam o cérebro são de difícil controle e muitas vezes podem não responder ao tratamento convencional. Baseado nesta realidade, a Clínica Higashi, além do tratamento convencional, busca opções de tratamentos complementares e ou alternativos ao tratamento  medicamentoso . Entre estas áreas de avanços podemos citar a neuromodulação cerebral não invasiva também conhecida como neuroestimulação cerebral não invasiva ou neuromodulação cerebral não invasiva com a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), a influência da nutrologia no sistema neurológico, treinamento cerebral com neurofeedback e cannabis medicinal.

O que é Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMT) ?

Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é uma nova modalidade de tratamento capaz de estimular o cérebro através de um método indolor, não-invasivo e simples de ser aplicado. É realizada através de um aparelho estimulador do qual sai um cabo que termina em uma bobina. Através da bobina passa uma corrente elétrica de alta intensidade que cria um campo magnético (como um eletro-ímã) focalizado. A bobina é colocada próximo à região que se quer estimular. Os impulsos magnéticos  conseguem atravessar a calota craniana e estimular regiões específicas do cérebro, em áreas por exemplo envolvidas na regulação do humor como no caso da melhora da depressão.

A Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva (EMT)  é indicada para tratamento da Depressão e Alucinação Auditiva, e também tem sido estudada para Dor crônica, Reabilitação do AVC, Doença de Parkinson,  Zumbido Crônico, Transtorno Obsessivo Compulsivo e Transtorno Afetivo Bipolar.

Dependendo da necessidade de cada paciente, o campo magnético do aparelho pode ser ajustado para induzir alterações inibitórias ou excitatórias na região cerebral a qual se quer estimular. A intensidade do estímulo também pode ser regulado de acordo com as necessidades individuais de cada um, por isso a avaliação inicial antes do tratamento é fundamental para a personalização do tratamento.

Assista Reportagem do Jornal da Nacional

Histórico da Estimulação Magnética Transcraniana Repetitiva ( EMT) ?

A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) foi inicialmente desenvolvido em 1985 no Reino Unido por Dr. A. Baker, a partir de então, a medida que as pesquisas demonstravam resultados significativamente favoráveis em várias patologias,  os melhores centros mundiais em neurologia e psiquiatria criavam departamentos específicos de Estimulação Magnética Transcraniana ( EMT) para uso terapêutico e científico. No Brasil em 2001, Dr. Marco Antonio Marcolin introduz a Estimulação Magnética Transcraniana no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Quatro anos após é publicado trabalho ciêntífico que demostrou o efeito da Estimulação Magnética Transcraniana na aceleração aumento da resposta terapêutica da amitriptilina em pacientes deprimidos graves. A Clínica Higashi foi a primeira Clínica privada a oferecer esta modalidade de tratamento no Rio de Janeiro, a qual é coordenado , médico neurologista e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia). Em 2007 após completar treinamento em Estimulação Magnética Transcranianana (EMT) no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP , criou e dirigiu o setor de Estimulação Magnética Transcraniana do departamento de neurologia do Hospital Naval Marcílio Dias – RJ, hospital da marinha referência em neurologia no Brasil, tornou-se o primeiro serviço público no Rio de Janeiro a estudar a aplicação da Estimulação Magnética Transcraniana nos transtornos cerebrais como depressão, AVC, Doença de Parkinson e dor crônica. Em 2008, Dr. Rafael Higashi foi convidado pela New York University Pain Management Center, centro de referência em neurologia e dor em Manhattan, Nova York, para proferir aula sobre o tema. Hoje, Dr. Rafael Higashi coordena a Clínica Higashi localizada no Rio de Janeiro e Londrina.

Informações sobre tratamento com Estimulação Magnética Transcraniana

Não é necessário, mas devido a possibilidade de efeitos colaterais com a medicação farmacológica convencional, a medida que o paciente vai obtendo melhora, a medicação pode ser diminuída de acordo com a avaliação médica, cada caso é um caso, analisado individualmente. A Estimulação Magnética Transcraniana é uma tecnologia na medicina que pode complementar ou até substituir a medicação( ex: medicação antidepressiva)  quando esta não faz efeito ou tem muitos efeitos colaterais indesejados como diminuição do libido, perda de memória, aumento de peso, tremor , insônia e etc.

As sessões de EMTr são prescritas pelo médico, podem ser administradas pelo médico ou por profissionais da área de saúde como enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas devidamente treinados e sempre sob supervisão médica.

Cada sessão dura em torno de 30 minutos, podendo variar para mais ou para menos e o tratamento  pode durar  entre 3 a 6 semanas, normalmente é necessário pelo menos 3 sessões semanais para que se obtenha resposta desejada, mas cada caso deve ser avaliado individualmente. OBS.: Não é necessário que o paciente se interne para realização das sessões.

As sessões são bem toleradas, e os efeitos são secundários e transitórios. O efeito colateral mais comum é a cefaléia leve, que é transitória e tende a diminuir no decorrer do tratamento. Pode ser utilizado analgésico para a dor de cabeça, há também risco de convulsão, porém este é extremamente baixo.OBS.: São seguidas diretrizes de segurança para minimizar os riscos de convulsão e a Clínica ou Consultório deve conter aparelhos para suporte básico de vida.